SANTA CRUZ DO SUL — O Centro de Valorização da Vida (CVV) de Santa Cruz do Sul reforçou, durante o Setembro Amarelo, que a escuta respeitosa e a atenção no dia a dia podem ajudar na prevenção do suicídio. A representante da entidade, Naira Lisane Zanette, apresentou o trabalho da unidade na Tribuna Popular da Câmara de Vereadores.
O posto atende a região desde 13 de setembro de 2005 e chegará a 21 anos de atividade em 2026. A operação é mantida pela Associação Amigos da Vida, reconhecida como entidade de utilidade pública em 31 de agosto deste ano. A organização é a única mantenedora do CVV no Vale do Rio Pardo e Taquari.
O serviço oferece apoio emocional sem custo, com confidencialidade e sem julgamentos. O contato pode ser feito pelo telefone 188, durante 24 horas por dia, todos os dias do ano, em acordo com o Ministério da Saúde. A unidade também realiza atendimentos por chat e e-mail, além de palestras e rodas de conversa em Santa Cruz do Sul e em municípios próximos.
A atuação busca acolher pessoas em sofrimento e permitir que expressem dores e sentimentos em um ambiente seguro. Os voluntários não têm como função determinar soluções para quem procura ajuda. Os atendimentos são feitos por pessoas, sem uso de inteligência artificial.
Voluntariado
A unidade conta com 14 voluntários em 2026 e precisa aumentar esse grupo para sustentar o atendimento regional. No país, o CVV reúne aproximadamente 3 mil voluntários e cerca de 90 mantenedoras. Em 2025, foram registrados aproximadamente 2 milhões de atendimentos nacionais.
A participação exige idade mínima de 18 anos, dedicação de três horas semanais, encontros mensais, aperfeiçoamento contínuo e preservação do sigilo. A preparação começa com seleção e treinamento de aproximadamente 36 horas, seguidos por acompanhamento e formação permanente. Interessados devem consultar os canais oficiais da organização.








