O programa CNH do Brasil habilitou mais de 2 milhões de novos condutores nos primeiros nove meses de vigência. No mesmo período, os pedidos de primeira habilitação chegaram a 7,3 milhões, alta de 216% em relação aos 2,3 milhões registrados em 2025.
A plataforma reúne em um único ambiente várias etapas do processo para obter a carteira de motorista. Entre as mudanças, o curso teórico passou a ser oferecido de forma digital e gratuita, enquanto a exigência mínima de aulas práticas caiu de 20 horas para duas horas.
Mulheres e regiões
Entre as mulheres, as entradas no processo de habilitação aumentaram 18%, passando de 1,06 milhão em 2025 para 1,25 milhão em 2026. O acréscimo foi de pouco mais de 190 mil solicitações.
A Região Nordeste apresentou o maior indicador de processos iniciados, com 54,7%. O Norte ficou em segundo lugar, com aumento de 31,9%.
De acordo com o Ministério dos Transportes, as mudanças geraram economia de quase R$ 10 bilhões para os condutores. O cálculo considera a redução de custos do curso teórico, da formação prática, da renovação do documento e dos exames médicos, além dos deslocamentos evitados com a realização remota de algumas etapas.
A formação prática também passou a permitir a contratação de instrutores autônomos. Em 2026, esses profissionais conduziram cerca de 553 mil dos 4,2 milhões de cursos, o equivalente a 13,2% do total. Os centros de formação responderam por 86,8%.








