São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Papa Leão XIV defende limites internacionais para IA em conflitos

Em Roma, o pontífice pediu que a inteligência artificial seja orientada pela paz, pela dignidade humana e por regras éticas compartilhadas.

Papa Leão XIV defende limites internacionais para IA em conflitos
Foto: K_E_N/Shutterstock

O papa Leão XIV pediu que o desenvolvimento da inteligência artificial seja orientado pela paz e pela preservação da dignidade humana. Durante a conferência AI4Peace, realizada na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, ele alertou para o risco de a tecnologia aprofundar divisões sociais e ampliar os impactos de conflitos.

Em mensagem enviada ao evento, Leão XIV afirmou: “Em um mundo marcado por conflitos e divisões, o desenvolvimento da inteligência artificial exige uma visão inspirada pela sabedoria e pela caridade”. A conferência reuniu o economista norte-americano Jeffrey Sachs, Svetlana Celli, presidente do conselho municipal de Roma, e Francisco Rojas Aravena, reitor da Universidade para a Paz das Nações Unidas, na Costa Rica.

A mesma orientação aparece na primeira encíclica do pontífice, Magnifica humanitas, publicada em maio. O documento propõe regras, supervisão e limites éticos para a criação e o uso de sistemas de IA. Leão XIV rejeita a ideia de que a tecnologia seja inerentemente ruim, mas afirma que ela não é neutra, porque carrega características de quem a desenvolve, financia, regulamenta e utiliza.

Entre as medidas defendidas estão a proteção da dignidade humana, a supervisão independente dos sistemas, a adoção de políticas e estruturas legais adequadas, a definição de padrões éticos compartilhados e a educação para o uso responsável das ferramentas digitais.

A encíclica também aborda a concentração tecnológica. Segundo o documento, deixar essas ferramentas nas mãos de poucos pode ampliar a distância entre quem participa da transformação digital e quem permanece excluído dela.

IA militar e trabalho

Leão XIV afirma que a inteligência artificial pode assumir tarefas repetitivas, mas questiona um modelo em que os trabalhadores precisam se adaptar continuamente ao ritmo das máquinas. Para o papa, o avanço tecnológico não deve ser guiado apenas por produtividade e lucro; dignidade e bem comum também devem ser considerados.

Na área militar, o pontífice diz que a revolução digital está alterando a natureza dos conflitos. Sistemas de IA podem acelerar confrontos, tornar decisões sobre vida e morte mais impessoais e reduzir vítimas a dados. A encíclica defende diálogo, diplomacia e cooperação internacional como alternativas à lógica de poder e afirma: “Não há algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável”.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5