São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Operação cumpre 12 medidas contra rede de coerção digital em cinco estados

Investigação aponta uso de ameaças e chantagens para controlar crianças e adolescentes em comunidades virtuais fechadas.

Operação cumpre 12 medidas contra rede de coerção digital em cinco estados

Uma rede investigada por crimes de ódio, misoginia, crueldade contra animais e coerção de crianças e adolescentes é alvo da segunda fase da Operação Lívia. Nesta terça-feira (15), as autoridades cumprem 12 medidas judiciais no Distrito Federal e nos estados da Bahia, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

A operação inclui seis mandados de busca e apreensão domiciliar e seis ordens de busca relacionadas a adolescentes. A coordenação é do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab). A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) conduz os trabalhos, com apoio das polícias civis das demais unidades da Federação envolvidas.

Os novos alvos foram identificados após a análise de celulares, computadores e outros materiais apreendidos na primeira fase. Segundo as autoridades, o material levou os investigadores a suspeitos de administrar ou moderar comunidades virtuais fechadas usadas para chantagear e exercer controle psicológico sobre pessoas consideradas vulneráveis.

Investigação começou após morte de adolescente

A investigação foi aberta depois da morte de Lívia, uma adolescente de 13 anos. As autoridades afirmam que ela sofreu coerção em grupos virtuais e foi incentivada a praticar violência contra animais e atos de automutilação. O caso também envolveu uma transmissão ao vivo da morte da adolescente e deu origem ao nome da operação.

A dinâmica investigada é definida pelas autoridades como “escravidão digital”. Integrantes dos grupos usariam ameaças e chantagens para controlar as vítimas, impor desafios e exigir atos de automutilação. O conteúdo produzido pelas próprias vítimas também poderia ser usado para ampliar a coerção.

Na primeira fase, adolescentes foram apreendidos sob investigação por participação na rede. A análise do material recolhido permitiu identificar possíveis novos envolvidos e buscar outras vítimas.

Além de reunir equipamentos que possam servir como prova em processos criminais, as equipes procuram crianças e adolescentes que ainda estejam submetidos às ameaças. Se forem encontrados, deverão ser encaminhados às redes de proteção social e de saúde.

O Ministério da Justiça orienta pais e responsáveis a acompanhar as interações de crianças e adolescentes em fóruns, comunidades virtuais e aplicativos de mensagens. Suspeitas de coerção, chantagem ou outros crimes nesses ambientes devem ser comunicadas às delegacias especializadas em crimes cibernéticos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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