São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Escassez de chips ameaça ritmo da IA, afirma CEO da Arm

Rene Haas prevê avanços da IA contra o câncer, mas diz que a falta de chips limita a expansão de data centers.

Escassez de chips ameaça ritmo da IA, afirma CEO da Arm

A escassez de chips necessários para construir data centers está limitando a expansão da inteligência artificial, afirmou Rene Haas, CEO da Arm Holdings. Em entrevista ao podcast Big Boss Interview, da BBC, ele disse que é preciso ampliar a capacidade de fabricação de componentes para atender a projetos de grandes instalações na França e nos Estados Unidos, além de planos para estruturas no espaço.

A Arm desenvolve arquiteturas para processadores usados em celulares, carros, smartwatches e outros dispositivos e também passou a vender chips próprios. Haas afirmou que a demanda pelo Arm AGI chip, desenvolvido a pedido da Meta, já superou US$ 2 bilhões desde o lançamento, em março.

IA e pesquisa contra o câncer

Haas avaliou que a evolução dos computadores e o uso de volumes maiores de dados podem permitir que a IA ajude a encontrar uma cura para o câncer que não seria descoberta por humanos durante suas vidas. Ele reconheceu, porém, que ainda são complexas tarefas como modelar uma célula, reproduzir digitalmente um ser humano e compreender como um marcador de DNA é afetado pela doença.

Na avaliação do executivo, a incorporação de mais modelos e o desenvolvimento de máquinas mais sofisticadas podem alterar esse cenário. Chris Bakal, professor do Institute of Cancer Research, em Londres, e CEO da Sentinal4D, afirmou que pesquisadores treinam sistemas com dados obtidos de amostras de pacientes. Para ele, essa abordagem pode reduzir o tempo de desenvolvimento de novos tratamentos.

Robôs e produção de semicondutores

Haas projetou uma presença ampla de robôs humanoides em diferentes setores nos próximos cinco anos. Ele citou aplicações em manufatura, limpeza, segurança, construção de pontes e reparos ao longo da próxima década. Sobre o emprego, considerou exageradas as estimativas de substituição completa de grandes quantidades de postos de trabalho e disse que novas oportunidades também surgirão.

O executivo afirmou não ver necessidade de fabricar semicondutores no Reino Unido. A produção de componentes avançados está concentrada em torno da taiwanesa TSMC, enquanto o governo britânico conversa com o setor sobre trazer partes da cadeia física para o país. Haas disse que fábricas exigem investimentos elevados, profissionais especializados e muitos recursos naturais.

Haas deixou o conselho da AstraZeneca em abril e ocupa uma função na SoftBank, principal acionista da Arm. A empresa foi transferida para investidores japoneses em 2016 e abriu parte do capital na Nasdaq, em Nova York. Mesmo assim, metade dos funcionários permanece no Reino Unido, onde, segundo Haas, a Arm é a maior empregadora de Cambridge.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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