Dois navios-tanque que seguiam para o Texas foram alvo de um incidente de cibersegurança investigado pelo FBI e pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. No VL Prosperity, autoridades identificaram indícios de comprometimento da rede por atores cibernéticos estrangeiros. Nenhum grupo assumiu oficialmente os ataques.
O VL Prosperity, com bandeira da Libéria, transportava 2,3 milhões de barris de petróleo entre o terminal de Sidi Kerir, no Egito, e Galveston, no Texas. A chegada estava prevista para 24 de agosto. Em 21 de agosto, três dias antes do destino, a tripulação pediu ajuda às autoridades.
Uma equipe formada por agentes de fiscalização, especialistas em proteção cibernética, um inspetor naval e integrantes da equipe de resposta cibernética do FBI embarcou para examinar os sistemas digitais. A operação avaliou a integridade dos sistemas operacionais e de tecnologia da informação da embarcação.
As autoridades classificaram o episódio como “atividade cibernética maliciosa” e encontraram indícios de que a rede havia sido comprometida por atores cibernéticos estrangeiros. Informações atribuídas a um tripulante não identificado apontam que os invasores chegaram aos sistemas da casa de máquinas.
Alterações no motor e nas comunicações
O funcionamento do motor teria sido alterado durante a invasão. Entre os efeitos relatados estão a redução do fluxo de resfriamento, o aumento da velocidade do motor e a desativação dos tanques de combustível e óleo. As comunicações do navio ficaram interrompidas por cerca de um dia e meio.
O VL Prosperity está no Golfo do México. O segundo navio envolvido é o Kohaku, com bandeira das Ilhas Marshall. A embarcação seguia para o Texas para carregar gás liquefeito de petróleo e estava próxima de Malta. Na manhã de sexta-feira, navegava pelo Mediterrâneo Oriental.
Uma agência de notícias iraniana associou o episódio à chamada “Resistance Front” e apresentou o ataque como uma mensagem para Washington e o Oriente Médio. A investigação, porém, ainda não apontava publicamente os responsáveis. FBI e Guarda Costeira continuam apurando como os invasores conseguiram comprometer os sistemas de um navio em rota para os Estados Unidos.







