São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Ataque cibernético afeta sistemas de navios-tanque rumo ao Texas

FBI e Guarda Costeira dos EUA investigam invasões que interromperam comunicações e alteraram sistemas do motor de uma embarcação.

Ataque cibernético afeta sistemas de navios-tanque rumo ao Texas
Foto: FOTOGRIN/Shutterstock

Dois navios-tanque que seguiam para o Texas foram alvo de um incidente de cibersegurança investigado pelo FBI e pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. No VL Prosperity, autoridades identificaram indícios de comprometimento da rede por atores cibernéticos estrangeiros. Nenhum grupo assumiu oficialmente os ataques.

O VL Prosperity, com bandeira da Libéria, transportava 2,3 milhões de barris de petróleo entre o terminal de Sidi Kerir, no Egito, e Galveston, no Texas. A chegada estava prevista para 24 de agosto. Em 21 de agosto, três dias antes do destino, a tripulação pediu ajuda às autoridades.

Uma equipe formada por agentes de fiscalização, especialistas em proteção cibernética, um inspetor naval e integrantes da equipe de resposta cibernética do FBI embarcou para examinar os sistemas digitais. A operação avaliou a integridade dos sistemas operacionais e de tecnologia da informação da embarcação.

As autoridades classificaram o episódio como “atividade cibernética maliciosa” e encontraram indícios de que a rede havia sido comprometida por atores cibernéticos estrangeiros. Informações atribuídas a um tripulante não identificado apontam que os invasores chegaram aos sistemas da casa de máquinas.

Alterações no motor e nas comunicações

O funcionamento do motor teria sido alterado durante a invasão. Entre os efeitos relatados estão a redução do fluxo de resfriamento, o aumento da velocidade do motor e a desativação dos tanques de combustível e óleo. As comunicações do navio ficaram interrompidas por cerca de um dia e meio.

O VL Prosperity está no Golfo do México. O segundo navio envolvido é o Kohaku, com bandeira das Ilhas Marshall. A embarcação seguia para o Texas para carregar gás liquefeito de petróleo e estava próxima de Malta. Na manhã de sexta-feira, navegava pelo Mediterrâneo Oriental.

Uma agência de notícias iraniana associou o episódio à chamada “Resistance Front” e apresentou o ataque como uma mensagem para Washington e o Oriente Médio. A investigação, porém, ainda não apontava publicamente os responsáveis. FBI e Guarda Costeira continuam apurando como os invasores conseguiram comprometer os sistemas de um navio em rota para os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5