São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Tecnologia

Anthropic leva pesquisas biológicas da simulação para experimentos físicos

Empresa criou uma instalação na Baía de São Francisco e combina IA, automação e pesquisa biológica para áreas pouco atendidas.

Anthropic leva pesquisas biológicas da simulação para experimentos físicos
Foto: metamorworks/Shutterstock

A Anthropic passou a realizar experimentos físicos em um laboratório de biologia na região da Baía de São Francisco, nos Estados Unidos. A instalação amplia a atuação da empresa em ciências da vida, até então concentrada em estudos feitos por computador, e combina pesquisas próprias com projetos conduzidos por parceiros externos.

A empresa não informou quais atividades são realizadas no local. Uma porta-voz afirmou que a estrutura não foi criada especificamente para a descoberta de medicamentos. Por enquanto, a Anthropic também não realiza testes clínicos: o foco está em etapas de pesquisa e na automação de procedimentos.

Experimentos com automação

Eric Kauderer-Abrams, chefe de ciências da vida da Anthropic, disse que os testes físicos permanecem necessários para validar pesquisas biológicas. “Acreditamos que, para fazer biologia, o teste final ainda é, e será por algum tempo, o trabalho real de laboratório”, afirmou.

A companhia trabalha para usar o Claude no controle de equipamentos robóticos capazes de executar experimentos com pouca intervenção humana. A supervisão de pessoas continua prevista por razões de segurança.

Em junho, a Anthropic anunciou que faria trabalhos pré-clínicos em áreas consideradas pouco atraentes financeiramente por empresas tradicionais. A proposta inclui pesquisas sobre doenças raras e condições classificadas como “indesenvolvíveis”, nas quais o desenvolvimento de medicamentos ainda é difícil.

Uma das possibilidades é aplicar inteligência artificial ao estudo de anticorpos biespecíficos e triespecíficos. Essas moléculas podem atuar sobre diferentes pontos de uma proteína ou célula.

Expansão da frente científica

A estratégia inclui o lançamento do Claude Science, a entrada de Vas Narasimhan, CEO da Novartis, no conselho, a aquisição da startup Coefficient Bio, a criação de ferramentas para automatizar equipamentos e a contratação de profissionais especializados em pesquisa biológica.

A Anthropic confirmou a compra da Coefficient Bio. Estimativas publicadas indicaram um valor de cerca de US$ 400 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 2,05 bilhões, mas a empresa não comentou o montante.

A expansão ocorre enquanto a companhia alerta para riscos associados à inteligência artificial. Pesquisadores da Anthropic discutiram a possibilidade de a tecnologia contribuir para a extinção humana, e a empresa identificou situações em que seus sistemas poderiam ser usados no desenvolvimento de armas biológicas.

Kauderer-Abrams afirmou que a Anthropic busca equilibrar o uso da IA para acelerar pesquisas com medidas para reduzir riscos. A empresa também diz manter separados os dados de clientes farmacêuticos, em resposta a preocupações de que informações sobre programas de desenvolvimento possam chegar a concorrentes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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