BRASÍLIA — A senadora Tereza Cristina (PP-MS) pediu a mais de 40 parlamentares que viajem a Brasília para acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira, 15. A análise pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Os congressistas que já estão na capital farão um pronunciamento nesta segunda-feira, 14, no Senado. O ato terá a participação de Tereza Cristina e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
A expectativa é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes. Os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia são considerados decisivos para a abertura ou não da investigação contra o ministro.
Pressão sobre o Senado
Na semana passada, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que convocasse uma sessão extraordinária nesta terça-feira. A intenção era permitir que os parlamentares acompanhassem o julgamento no Supremo.
Alcolumbre, porém, não deve se manifestar oficialmente sobre o pedido. O presidente do Congresso tem relatado a aliados que sofre pressão de senadores, principalmente da oposição, para dar andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.
Parlamentares também criticam o que classificam como “passividade” do Senado diante da crise envolvendo a Corte. A proximidade de Alcolumbre com Alexandre de Moraes e a retomada do diálogo com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduzem as chances de uma ação do presidente do Senado sobre os conflitos envolvendo o STF antes das eleições.







