A jornalista Sônia Carneiro morreu neste domingo (20), aos 74 anos, depois de mais de cinco décadas de atuação no jornalismo, na comunicação e na política brasileira. Conhecida como Soninha, ela construiu parte significativa da carreira em Brasília, acompanhando decisões e personagens do poder nacional.
Nascida em 15 de outubro de 1951, Sônia iniciou a vida profissional em 1971. Trabalhou durante 32 anos na Rádio Jornal do Brasil e no Jornal do Brasil, até 2003. Foi repórter e chefe de reportagem, dirigiu a Rádio Jornal do Brasil em Brasília e atuou como setorista do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.
Nesse período, cobriu o movimento das Diretas Já, os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, a CPI de PC Farias e o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor. Também acompanhou campanhas eleitorais e diferentes períodos da Presidência da República. Parte dessas lembranças foi posteriormente registrada em projetos voltados à preservação da história da imprensa, da política e da democracia.
Em 1992, recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE). A premiação ocorreu durante um período de intensa cobertura política, marcado pela crise que culminaria no afastamento de Fernando Collor da Presidência.
Após deixar a Rádio Jornal do Brasil e o Jornal do Brasil, Soninha trabalhou durante 24 anos ao lado de Jaques Wagner. Nos últimos anos, integrava o gabinete do senador, mantendo-se ligada ao cotidiano da política.
Moradora da 203 Sul, Sônia era irmã da desembargadora Gilda Sigmaringa Seixas e sobrinha da condessa Pereira Carneiro, diretora-presidente do Jornal do Brasil a partir de 1953 até sua morte. Ela deixa os filhos Terence Zveiter e Danniel Zveiter, além de netos, e os irmãos José Ruy Carneiro, Gilda Sigmaringa Seixas, Suzana Dunshee de Abranches e Janduí Carneiro.
O sepultamento será realizado na terça-feira (22), em Brasília. A família ainda não informou o local e o horário da cerimônia.







