MANAUS — Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (8) que o governo encontrou uma solução para o impasse envolvendo a reconstrução da BR-319. Durante um evento pelo Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, o presidente disse que a obra poderá avançar com medidas de proteção ambiental.
Lula classificou a controvérsia sobre a rodovia como uma “celeuma” e afirmou que não esperava resolver a questão. As discussões, segundo ele, reuniam posições opostas: havia resistência a intervenções no trajeto e também pressão pela execução das obras sem critérios ambientais.
O presidente disse que a alternativa adotada prevê a reconstrução da estrada com responsabilidades distribuídas entre os entes públicos e regras de preservação. Para Lula, o projeto pode servir de referência para combinar desenvolvimento econômico e proteção da Amazônia.
“Será uma estrada que será exemplo para o mundo”, afirmou Lula ao defender a possibilidade de conciliar a obra com a preservação ambiental.
Licitações e ligação terrestre
Em abril, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) lançou quatro editais para a repavimentação do Trecho do Meio da BR-319. Em maio, durante visita a Manaus, Lula autorizou o início dos trabalhos pela Etam, vencedora da primeira licitação.
A segunda das quatro licitações foi concluída em agosto e vencida pela LCM Construção e Comércio S.A. Os outros dois processos para a repavimentação do trecho ainda estão em andamento.
A BR-319 conecta Manaus a Porto Velho (RO) e estabelece uma ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país. Lula afirmou que o transporte por rios enfrenta limitações relacionadas às condições naturais.
O presidente também defendeu a bioeconomia e o turismo sustentável como formas de gerar renda sem desmatamento. Para ele, a preservação integral da Amazônia dependerá de a sociedade reconhecer que uma floresta mantida em pé pode ser mais rentável do que uma área derrubada ou queimada.







