São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Lula afirma que governo encontrou saída para impasse da BR-319

Presidente disse que reconstrução da rodovia poderá combinar ligação terrestre, preservação ambiental e responsabilidades públicas definidas.

Lula afirma que governo encontrou saída para impasse da BR-319
Foto: Youtube/Reprodução

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (8) que o governo encontrou uma solução para o impasse envolvendo a reconstrução da BR-319. Durante um evento pelo Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, o presidente disse que a obra poderá avançar com medidas de proteção ambiental.

Lula classificou a controvérsia sobre a rodovia como uma “celeuma” e afirmou que não esperava resolver a questão. As discussões, segundo ele, reuniam posições opostas: havia resistência a intervenções no trajeto e também pressão pela execução das obras sem critérios ambientais.

O presidente disse que a alternativa adotada prevê a reconstrução da estrada com responsabilidades distribuídas entre os entes públicos e regras de preservação. Para Lula, o projeto pode servir de referência para combinar desenvolvimento econômico e proteção da Amazônia.

“Será uma estrada que será exemplo para o mundo”, afirmou Lula ao defender a possibilidade de conciliar a obra com a preservação ambiental.

Licitações e ligação terrestre

Em abril, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) lançou quatro editais para a repavimentação do Trecho do Meio da BR-319. Em maio, durante visita a Manaus, Lula autorizou o início dos trabalhos pela Etam, vencedora da primeira licitação.

A segunda das quatro licitações foi concluída em agosto e vencida pela LCM Construção e Comércio S.A. Os outros dois processos para a repavimentação do trecho ainda estão em andamento.

A BR-319 conecta Manaus a Porto Velho (RO) e estabelece uma ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país. Lula afirmou que o transporte por rios enfrenta limitações relacionadas às condições naturais.

O presidente também defendeu a bioeconomia e o turismo sustentável como formas de gerar renda sem desmatamento. Para ele, a preservação integral da Amazônia dependerá de a sociedade reconhecer que uma floresta mantida em pé pode ser mais rentável do que uma área derrubada ou queimada.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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