São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Debate ao Senado em São Paulo opõe Salles a Prado e une Marina e Tebet

Candidatos também divergiram sobre impeachment de ministros do STF, segurança pública e redução da maioridade penal.

Debate ao Senado em São Paulo opõe Salles a Prado e une Marina e Tebet

Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL) trocaram acusações sobre alianças políticas, enquanto Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) atuaram em conjunto na defesa do fim da escala 6x1 durante o debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, realizado na noite desta quarta-feira, 9.

A disputa por duas vagas levou os candidatos a formar alianças eleitorais. Marina e Tebet se apresentaram como uma dobradinha à esquerda. Guilherme Derrite (PP) e Prado, apoiados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), compõem a aliança à direita. Salles tenta romper essa divisão.

Ataques e alianças no debate

Salles abriu o primeiro bloco acusando Prado de ter apoiado, no passado, nomes do PT, como Dilma Rousseff e Alexandre Padilha. “Você sempre esteve com a esquerda”, afirmou.

Prado respondeu que sempre esteve contra o PT e disse ter integrado, a partir de 2010, a base de apoio ao então governador Geraldo Alckmin (PSB) na Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo ele, Alckmin era oposição ao PT quando Prado assumiu o primeiro mandato como deputado estadual.

O candidato do PL também afirmou que Salles foi secretário de Alckmin em duas ocasiões e acabou demitido pelo então governador. Prado mencionou ainda processos contra o adversário, incluindo um relacionado a contrabando internacional de madeira. Salles negou a acusação durante o debate.

Em outro momento, Salles e Derrite se uniram para criticar a gestão do PT na segurança pública. “Você sabe que sempre apoiei seu trabalho”, disse Salles ao candidato do PP, em contraste com os ataques dirigidos anteriormente a Prado.

Derrite criticou posições de Marina e Tebet sobre a redução da maioridade penal. Marina afirmou que adolescentes não devem ser tratados como bandidos. Tebet disse aceitar a redução para 16 anos em casos de crimes graves, como latrocínio, homicídio doloso em reincidência ou estupro.

Tebet também acusou Derrite de ter indicado um comandante-geral da Polícia Militar suspeito de envolvimento com o crime organizado. Derrite afirmou que, no momento da nomeação, não havia indício de envolvimento nem falta disciplinar contra o oficial citado.

Impeachment de ministros do STF

A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal foi tratada de forma pontual, a partir do segundo bloco. O presidente do Senado abre processos de impeachment contra ministros da Corte, que depois são votados pelos senadores.

Salles foi o único candidato a declarar de forma direta apoio ao impeachment de ministros, citando Alexandre de Moraes. Ao fim do debate, afirmou: “Se houver processo e eu tiver de votar, é sim”.

Prado defendeu que senadores tenham coragem para votar o impeachment de um ministro caso haja crime de responsabilidade, mas não antecipou sua posição sobre um caso específico. Marina disse que um ministro que cometer esse tipo de crime pode e deve ser cassado pelo Senado.

Soninha Francine (Cidadania) demonstrou preocupação com a possibilidade de o caso do banco Master não resultar em punições. Ela apoiou medidas defendidas por Tebet, como mandato e idade mínima para ministros, além de regras mais rígidas de compliance para presentes e conflitos de interesse.

Tebet afirmou que a apuração deve alcançar qualquer pessoa envolvida em abuso de poder, sem distinção entre nomes ligados a diferentes grupos políticos. A discussão ganhou força depois que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostraram um pedido de ajuda a Moraes para tentar conter o avanço das investigações sobre o Master.

Pesquisa de intenção de voto

Marina Silva e Guilherme Derrite registraram 14% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada na terça-feira, 8. Os dois estão tecnicamente empatados com Tebet, que aparece com 12%.

Os percentuais consideram os votos totais, que somam as respostas do primeiro e do segundo voto. Prado aparece com 7%, e Salles, com 3%.

Geraldo Rufino (Podemos), Soninha Francine, Maíra de Souza (UP), Dra. Eliana Ferreira (PSTU) e Guto Schiavetto (Missão) marcaram 1% cada. Indecisos somam 26%, enquanto brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar representam 19%.

Rufino e Soninha tiveram pouca participação nas articulações entre os demais candidatos. No início do programa, escolheram um ao outro para responder às perguntas nas duas oportunidades em que puderam questionar adversários. Rufino associou emprego e renda à própria trajetória, enquanto Soninha defendeu medidas nas áreas de trabalho, educação e saúde mental, além da expansão do ensino técnico.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5