São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Chuvas deixam desalojados e provocam bloqueios e desabamento em São Paulo

Tarcísio afirmou que Eldorado e Iporanga receberão ajuda humanitária e disse que obra na zona leste tinha indícios de irregularidade.

Chuvas deixam desalojados e provocam bloqueios e desabamento em São Paulo

O governo de São Paulo começou a enviar ajuda humanitária a municípios atingidos pelas chuvas, com atenção concentrada no Vale do Ribeira. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) citou Eldorado e Iporanga entre as cidades mais afetadas e afirmou que as autoridades permanecem em atenção máxima diante da previsão de novos temporais.

Segundo o governador, 160 pessoas estavam desalojadas e 23, desabrigadas no estado. Um balanço da Defesa Civil registrava 25 ocorrências relacionadas ao mau tempo, incluindo alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos, desabamentos e danos em imóveis.

Em Eldorado, uma barreira caiu no km 104 da rodovia SP-165, que passou a operar em sistema especial. Em Pariquera-Açu, ventos derrubaram tendas no Centro de Eventos Imigrantes e provocaram o cancelamento de um evento. Não houve vítimas. O nível do rio Ribeira de Iguape subiu, mas não havia medição oficial que confirmasse cota de alerta ou transbordamento até a tarde de sábado (12).

Tarcísio também mencionou impactos em Sumaré, Monte Mor, Piedade e Avaré, além de municípios do Vale do Ribeira. A faixa de instabilidade estacionada sobre o estado deveria provocar chuva intermitente até segunda-feira (14). Embora a frente perdesse força ao longo do fim de semana, o solo encharcado aumentava o risco de deslizamentos. O governador orientou a população a observar qualquer movimentação incomum.

Ocorrências na capital e na região metropolitana

Trechos da marginal Tietê foram bloqueados por alagamentos na manhã de sábado (12). De acordo com Tarcísio, o sistema de bombeamento operava em capacidade máxima nas estruturas de Traição e Pedreira e nas barragens de Pirapora e Rasgão. O governo também administrava a vazão da barragem da Penha, na zona leste.

Um prédio em construção desabou sobre uma casa na região e matou ao menos duas mulheres. Quatro pessoas — dois homens, uma mulher e uma criança — continuavam desaparecidas, enquanto um adulto e uma criança haviam sido resgatados com vida.

Informações preliminares mencionadas pelo governador indicavam que a obra estava embargada e que teria recebido andares além do previsto no projeto autorizado. As causas do colapso ainda dependeriam de laudos e da investigação. Tarcísio avaliou que o caso poderia estar relacionado a um problema estrutural ou a uma deficiência na fundação, e não diretamente à chuva.

Na Grande São Paulo, foram citados Francisco Morato, Franco da Rocha e Ferraz de Vasconcelos entre os municípios que exigiam atenção reforçada por concentrarem áreas de risco. No litoral, a preocupação incluía Guarujá, São Sebastião e Caraguatatuba.

As escolas estaduais deveriam funcionar normalmente na segunda-feira (14). Tarcísio cancelou compromissos de campanha previstos para sábado (12) para acompanhar o gabinete de crise. A retomada da agenda dependeria da evolução das chuvas e das ocorrências no estado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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