São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Caiado critica Flávio Bolsonaro e defende mudanças no Supremo

Candidato do PSD também comentou pesquisas, sigilos em investigações e o uso de câmeras corporais por policiais.

Caiado sobre Flávio Bolsonaro: 'Personagem criado para disputar uma eleição'
Foto: Reprodução/UOL

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (4) que Flávio Bolsonaro seria um personagem criado para disputar uma eleição. Caiado disse que construiu a própria trajetória política e não depende de associação com outros nomes.

"Eu tenho autonomia, eu não sou um personagem criado para disputar uma eleição", afirmou o candidato. Ele declarou ainda que tem orgulho do próprio nome e sobrenome e que sua apresentação à população não se limita à carteira de identidade.

Caiado também comentou o avanço de Augusto Cury (Avante), que o ultrapassou nas pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana e passou a ocupar o terceiro lugar. Para o candidato do PSD, Cury tem o direito de apresentar sua candidatura. A definição de quem enfrentará Lula no segundo turno, disse, será feita pela sociedade até 4 de outubro.

Supremo e investigações

Na entrevista, Caiado defendeu a abertura de investigações ao público durante a crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O conflito começou depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de investigações da Polícia Federal (PF). O documento revelou troca de mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.

Caiado afirmou que vem pedindo há mais de três semanas a quebra de todos os sigilos relacionados às investigações sobre políticos que disputam a Presidência. Para ele, a medida permitiria que a sociedade conhecesse os fatos apurados e evitaria um golpe à democracia brasileira.

Se eleito, o candidato pretende propor reformas no STF. Entre as medidas mencionadas estão a escolha de ministros com mais de 60 anos, a análise do currículo dos indicados por autoridades ligadas à Justiça e a criação de um período de quarentena para que futuros ministros assumam cargos políticos antes e depois de ocupar uma vaga na corte.

Câmeras corporais

Caiado se declarou contrário ao uso de câmeras corporais por policiais, mas não detalhou os motivos. Ele negou que sua posição represente tolerância a abusos e defendeu que cada governador decida sobre a adoção dos equipamentos.

"Não admito essa comparação que acha que eu serei conivente com excessos praticados. Jamais", afirmou. Segundo Caiado, a polícia deve garantir segurança pública, e a decisão sobre o uso das câmeras deve caber a cada governo estadual.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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