São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Política

Sistema eleitoral russo sofre ataque durante votação para a Duma

Comissão Eleitoral Central afirma que ofensiva contra a estrutura digital em Moscou continua, mas não impede a votação.

Sistema eleitoral russo sofre ataque durante votação para a Duma

A votação pela internet em Moscou e em 30 regiões russas ocorre sob um ataque contra o sistema eleitoral, informou neste sábado (19) a Comissão Eleitoral Central. A presidente do órgão, Ella Pamfilova, afirmou que a ofensiva continua, mas que a estrutura permanece em condições de manter o processo.

“Durante toda a noite, literalmente sem interrupção, o sistema eleitoral sofreu um ciberataque muito potente”, declarou Pamfilova. Segundo ela, a segurança do sistema permite que a votação prossiga sem interrupções e a situação está sob controle.

Disputa pela Duma

A eleição renova as 450 cadeiras da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo. A votação começou na manhã de sexta-feira e termina no domingo, às 21h00 locais (15h00 de Brasília). Os primeiros resultados devem ser divulgados pouco depois.

O pleito é a primeira disputa legislativa desde o início da ofensiva militar em larga escala contra a Ucrânia, em 2022. A votação também ocorre nos territórios do leste ucraniano ocupados e anexados pela Rússia.

A previsão é de vitória do Rússia Unida, partido do presidente Vladimir Putin. As autoridades reprimem a dissidência, e o Yabloko, única legenda abertamente contrária à guerra, ficou fora da disputa.

Além do partido governista, foram autorizadas as candidaturas do KPRF, dos comunistas; do LDPR, de orientação nacionalista; do Rússia Justa, de perfil conservador; e do Gente Nova, de linha liberal. Todas apoiam, de alguma forma, Putin e a continuidade da guerra na Ucrânia.

Voto e economia

Em uma seção eleitoral instalada em um teatro no centro de Moscou, Tatiana, aposentada de 71 anos, disse ter votado no Rússia Unida. Diana, de 30 anos, escolheu o Gente Nova e afirmou esperar que a legenda dê mais atenção aos problemas econômicos do país, afetado por sanções ocidentais e ataques ucranianos frequentes.

“Muitas pessoas perderam o emprego. Os salários caem em vez de subir”, afirmou Diana. Ela também disse desejar a paz com a Ucrânia, mas avaliou que a guerra não terminará tão cedo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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