São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Flávio Bolsonaro não detalha contrato com Vorcaro e diz que não lhe cabe divulgá-lo

Na sabatina do Jornal Nacional, candidato afirmou que a prestação de contas do filme foi entregue à Polícia Civil de São Paulo.

Flávio não responde sobre contrato com Vorcaro: 'Não cabe a mim'

Na sabatina do Jornal Nacional, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) não explicou em detalhes a prestação de contas de “Dark Horse” e afirmou que não cabia a ele divulgar informações do contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, para financiar o filme.

O que aconteceu

“Não firmei contrato com ninguém”, declarou Flávio. “A minha parte nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem e captar investidores. O contrato não cabe a mim”, acrescentou, ao ser perguntado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre quando tornaria público o acordo com Vorcaro.

O candidato voltou a dizer que os pagamentos feitos por Vorcaro foram “patrocínio privado” para a produção e que não houve utilização de dinheiro público. De acordo com ele, o banqueiro participou como “investidor” e não recebeu nenhuma contrapartida. “Foi de boa-fé, não tem nada de ilegal, está tudo correto”, afirmou. Vorcaro é investigado por uma das maiores fraudes financeiras da história do Brasil e está preso.

O senador afirmou que o caso está “mais do que esclarecido”, mas não explicou como os recursos foram empregados. Depois que o caso veio a público, Flávio havia prometido divulgar as despesas do filme, o que não ocorreu. Na sabatina, declarou que a prestação de contas foi encaminhada à Polícia Civil de São Paulo. Ele não foi questionado sobre a suspeita de que dinheiro da produção tenha sido usado para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Áudios e mensagens mostram Flávio solicitando dinheiro a Vorcaro. Em uma das gravações, de novembro de 2025, o senador afirma ao banqueiro que as parcelas estavam atrasadas e que se encontrava “em um momento decisivo do filme”. A conversa, divulgada pelo site Intercept Brasil e confirmada pelo UOL, teria ocorrido um dia antes da prisão de Vorcaro.

A negociação teria envolvido R$ 134 milhões. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido pagos de fato. Uma parcela do dinheiro teria sido enviada pela Entre Investimentos e Participações, que mantinha parceria com empresas de Vorcaro, ao fundo Havengate Development Fund LP, com sede no Texas (EUA) e sob controle de aliados de Eduardo Bolsonaro.

No início, Flávio negou ter solicitado dinheiro a Vorcaro. “É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus”, afirmou, ao ser questionado por um repórter do Intercept. Depois da divulgação dos áudios, porém, o senador confirmou a negociação.

A PF investiga se os valores enviados pelo banqueiro foram realmente destinados ao filme. Uma das hipóteses é que os recursos tenham servido para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, acusação que ele nega. Flávio não foi questionado sobre o tema no Jornal Nacional.

O senador visitou Vorcaro depois da prisão. Questionado sobre o episódio, disse que sua relação com o ex-banqueiro se limitava a tratar do filme e que “quem deve prestar explicações é o Lula.”

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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