São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Declarações apontam alta patrimonial de até 592% entre secretários de SP

Quatro integrantes do governo Tarcísio aparecem com aumento superior a 100%, mas secretarias alegam erros nas declarações publicadas.

Declarações mostram que secretários de Tarcísio dobraram patrimônio
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

As declarações de bens dos 25 secretários estaduais do governo de Tarcísio de Freitas indicam que quatro integrantes tiveram aumento patrimonial superior a 100% entre os documentos publicados em 2023 e 2025. Os dados mais recentes, divulgados nesta sexta-feira (22/8), referem-se ao exercício de 2024, com ano-base de 2023. A declaração publicada em 2023 tinha como ano-base 2021.

O maior crescimento nominal foi atribuído a Marcos da Costa, secretário da Pessoa com Deficiência: de R$ 956 mil para R$ 6,6 milhões, alta de 592%. Laís Vita, secretária de Comunicação, aparece em seguida, com avanço de 333%, de R$ 67 mil para R$ 291 mil.

Marcelo Branco, secretário da Habitação, teve variação indicada de 134%, de R$ 5,26 milhões para R$ 12,3 milhões. Guilherme Derrite, da Segurança Pública, aparece com aumento de 107%, de R$ 749 mil para R$ 1,55 milhão.

Os patrimônios do governador Tarcísio de Freitas e do vice-governador Felício Ramuth ainda não foram publicados. O governo afirma que divulgará apenas a declaração de entrada de ambos na gestão, em 2023. A apresentação anual dos bens das autoridades é exigida por lei.

Secretarias contestam os valores

A Secretaria da Segurança Pública informou que houve erro no patrimônio inicial atribuído a Derrite em 2023. Segundo a pasta, o valor correto era de R$ 921,9 mil, e a correção foi solicitada à Controladoria Geral do Estado. Com o ajuste, a variação patrimonial seria de R$ 631,2 mil, diante de renda anual bruta de R$ 908,4 mil, equivalente a cerca de R$ 69,8 mil mensais. A secretaria declarou que os valores foram informados à Receita Federal e à Controladoria Geral do Estado.

A assessoria de Marcelo Branco afirmou que não houve evolução patrimonial no período. Os bens, segundo a equipe, passaram de R$ 8,97 milhões em 2022 para R$ 8,74 milhões em 2023. Retificações teriam sido solicitadas, mas ainda não haviam sido publicadas no Diário Oficial.

A assessoria de Marcos da Costa também negou aumento desde a posse, em 2023. A explicação apresentada é que os dados usados seriam anteriores à entrada dele no cargo e que o patrimônio teria diminuído durante sua permanência na secretaria.

A Secretaria de Comunicação afirmou que a comparação considera dados desde 2021, antes do início da gestão em 2023, e por isso não refletiria necessariamente a evolução patrimonial dos secretários no governo. A pasta também citou possíveis efeitos de financiamentos quitados, dissolução de sociedades e compra e venda de imóveis, além de afirmar que todos os bens estão declarados à Receita Federal e à Controladoria-Geral do Estado.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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