São Paulo, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Economia

Pesquisa estima R$ 182 milhões mensais em apostas na Região Metropolitana do Rio

Levantamento do IFec RJ relaciona apostas a dificuldade de parar, perdas financeiras e tentativa de recuperar prejuízos.

Pesquisa estima R$ 182 milhões mensais em apostas na Região Metropolitana do Rio

A Região Metropolitana do Rio movimentaria cerca de R$ 182 milhões por mês em apostas online, segundo estimativa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). O cálculo considera que 1,9 milhão de pessoas já participaram desse tipo de jogo e um gasto médio mensal declarado de R$ 96,30 por apostador.

A pesquisa foi realizada entre 22 e 25 de junho com 1.024 moradores da região. Do total, 22,8% disseram já ter apostado. Entre esse grupo, 21,9% afirmaram jogar diariamente e 27,9% relataram apostar de uma a duas vezes por semana.

Perdas e dificuldade de interromper

Os dados indicam que 42% dos participantes que já apostaram voltaram ao jogo depois de perder dinheiro, na tentativa de recuperar o prejuízo. O levantamento também registra que 5,1% desse grupo disseram ter se endividado por causa das apostas.

A situação financeira aparece em outros resultados da sondagem: 42,9% declararam possuir alguma dívida e, entre essas pessoas, 45,9% afirmaram estar com os pagamentos atrasados. Além disso, 22,3% dos apostadores relataram dificuldade para parar, enquanto 29,1% disseram ter sentido culpa pelo hábito.

Outros 34,8% afirmaram já ter recebido críticas por causa das apostas. Em 6,9% dos casos, os entrevistados disseram ter sofrido prejuízo ou afetado outra pessoa; entre eles, 68% relataram perda de dinheiro.

Motivações e plataformas

A chance de ganhar dinheiro rapidamente foi apontada por 33% dos apostadores como motivo para jogar. Para 25,4%, a aposta era uma possibilidade de obter renda extra. Entre os participantes, 36% tinham renda mensal de um a dois salários mínimos, 19,7% recebiam de dois a três salários mínimos e 19,4% tinham renda de até um salário mínimo.

As bets foram citadas por 60,9% dos que já apostaram, seguidas pelo Tigrinho, com 49,4%. Para João Gomes, diretor-executivo do IFec-RJ, existe uma percepção equivocada de que o jogo pode gerar dinheiro rápido, complementar a renda ou funcionar como investimento. “Esse comportamento alavanca o endividamento e compromete o orçamento das famílias”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Mapa do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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