O CD deixou de ser apenas um meio de ouvir música e passou a funcionar também como item de coleção. Essa mudança ajuda a explicar a recuperação das vendas nos Estados Unidos, mesmo com Spotify, Apple Music e outros serviços digitais mantendo o acesso instantâneo às faixas.
No primeiro semestre de 2026, foram comercializados cerca de 17,5 milhões de CDs no país, aproximadamente 45,7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. A receita alcançou cerca de US$ 171 milhões.
O K-pop é um dos exemplos mais claros desse novo comportamento. Álbuns físicos podem incluir fotografias, cards, capas diferentes, encartes e outras versões ou itens destinados aos fãs. Assim, o consumidor pode ouvir as músicas principalmente pela internet e ainda comprar o disco como produto associado a um artista ou álbum específico.
Recuperação após queda
O resultado veio depois de um recuo em 2025, quando as vendas de CDs nos Estados Unidos diminuíram 11,6%, passando de 33,3 milhões para 29,5 milhões de unidades.
A retomada dos CDs acompanha um movimento mais amplo entre as mídias físicas. O vinil continua movimentando mais dinheiro que o disco compacto nos Estados Unidos, mas os CDs também apresentam sinais de recuperação. Dados da indústria fonográfica indicam ainda que a receita mundial com CDs cresceu em 2025, enquanto alguns países registraram avanços mais expressivos.
Streaming mantém liderança
O crescimento não indica que os consumidores estejam substituindo as plataformas digitais pelos discos. O mercado atual é muito menor e funciona de maneira diferente do período em que lojas inteiras eram ocupadas por prateleiras de CDs.
O streaming continua sendo a principal fonte de receita da indústria musical americana. Os dados sugerem uma mudança no uso de uma tecnologia lançada comercialmente há mais de quatro décadas: ouvir e possuir um álbum deixaram de ser necessariamente a mesma atividade. Uma faixa pode ser reproduzida pelo celular em segundos, enquanto o disco é comprado para ser guardado e colecionado.







